terça-feira, 6 de setembro de 2011

VI Festival Brasil/Brazilian Day Japan

VI Festival Brasil/ Brazilian Day Japan será realizado durante três dias
O VI Festival Brasil ou Brazilian Day Japan, organizado pela Câmara de Comércio Brasileira no Japão (CCBJ), acontecerá durante três dias. As datas serão entre os dias 2 e 4 de setembro, no Parque Yoyogi, em Tóquio. O evento já tem inscritos cerca de 50 expositores de alimentos, produtos brasileiros e serviços.

Neste ano, na área de exposição, a novidade será a abertura de 6 barracas que comercializarão comidas típicas regionais do Brasil. A finalidade é mostrar a riqueza da culinária brasileira àqueles que não conhecem, principalmente aos japoneses, mas também de matar a saudade de muitos brasileiros e estrangeiros que a conhecem.

Criado para celebrar a Semana da Independência do Brasil, o Festival Brasil vem cumprindo o seu objetivo de cada vez mais divulgar a cultura brasileira e promover os produtos do Brasil no Japão. A CCBJ convida a todos para prestigiar o evento e transformar o Parque Yoyogi numa grande festa verde e amarela.

O Festival Brasil tem o patrocínio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Mitsui & Co., Ltd., Petrobras, TV Globo Internacional e Vale. O evento tem o apoio da Embaixada do Brasil em Tóquio e do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.

Festival Nipo Brasileiro de Maringá

O Festival Nipo Brasileiro de Maringá, no Paraná, foi criado para divulgar a cultura japonesa. O evento é fruto do esforço de milhares de descendentes de japoneses da região noroeste do estado para dar continuidade às tradições nipônicas.
Maringá está entre as cidades brasileiras que mais preservam a cultura japonesa. Através do Festival Nipo Brasileiro, os descendentes de japoneses, em especial o jovens, sentem-se mais interessados pelas suas tradições. Assim o evento atinge o objetivo que é o de incentivar a cultura japonesa e a sua manutenção entre os descendentes e despertar o envolvimento de não descendentes.
A cada edição, realizado todos os anos, o evento atrai cerca de 100mil pessoas. Sendo que este número tem aumentado expressivamente ano a ano.
O Festival é visto hoje como um dos maiores eventos culturais, filantrópicos, sociais e turístico da comunidade nipo brasileira. Conquistando o reconhecimento nacional sendo múltiplas vezes vencedor do prêmio Caio, o grande prêmio brasileiro de eventos, na categoria “Evento Artístico Cultural Regional”.
Quem passou pelo festival ano passado, dançou ao som de cantores nikkeys do Brasil de expressão nacional. Outra atração do evento é o “Taikô” (tambores japoneses), executado peloo Grupo Wakadaiko, formado por jovens nikkeys de até 18 anos de idade da ACEMA, além de várias outras apresentações artísticas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SHOW TROPICAL ESPECIAL

O show Tropical Especial, da cantora cearense Maruça Rodrigues, explorar a riqueza da Música Popular Brasileira, fazendo uma composição de canções e ritmos do Brasil com um toque moderno e original. O show traz em seu repertório músicas autorais de Maruça Rodrigues, além de clássicos de Ary Barroso, Pixinguinha, Mamão, Luiz Gonzaga, dentre outros. Buscando valorizar a cultura cearense e agregar formas diferentes de arte, a apresentação musical será acompanhada de uma exposição de cordéis.
O show Tropical Especial conta com a participação da cantora Maruça Rodrigues, Nélio Costa, no baixo, e Nilton Fiori, na percussão. Além do talento desses músicos, as apresentações, nesse ano, terá a participação especial do violinista e compositor Zivaldo Maia.

ZIVALDO MAIA iniciou no violão quando ainda nem completara cinco anos de idade. Compositor, arranjador e intérprete, Zivaldo gravou seu primeiro CD "Zivaldo Puro e Simples" em 1996. A composição “Violando” foi uma das mais exitosas, sendo gravadas por Sebastião Tapajós e João Cortez no CD "Brasilidade" e por Nonato Luiz em dois CDs, "O Choro da Madeira" de 99 e "Ceará" de 2001. Em 1999, Zivaldo grava novo CD, Zivaldo Maia – “Zivaldo Canta”. O álbum traz duas participações especiais: Fausto Nilo cantando a parceria dele com Zivaldo e Ayla Maria ,
interpretando “Violando".

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Criativo como? | Página Cultural

Criativo como? | Página Cultural

Por Leonardo Brant

O Creative Commons é uma ferramenta sensacional. Os autores e artistas profissionais ganham autonomia e reduzem a burocracia no momento de licenciar suas obras, dosando o quanto estão dispostos a abrir mão dos possíveis ganhos provindos de sua exploração comercial e quanto preferem garantir seus ganhos futuros, de acordo com as possibilidades de circulação e compartilhamento, sobretudo no ambiente cibernético.

É um facilitador, um atalho entre o autor e a confusa e complexa legislação de propriedade intelectual, que atola e complica a vida de qualquer autor. O CC trabalha com a legislação vigente, que já prevê e dá autonomia ao detentor da obra criativa para definir o percurso de sua obra.

Mas o Creative Commons é muito mais útil ao amador, pois facilita o licenciamento para uso que o autor desejar, de maneira fácil e rápida, permitindo a livre circulação de obras e ajudando a tornar esse autor conhecido e até, quem sabe, se profisisonalizar.

Devo confessar que sem o Creative Commons seria mais difícil e trabalhoso editar este Cultura e Mercado (e tantos outros similares da blogosfera), já que a maioria dos textos e imagens aqui utilizados são generosamente cedidos, a partir dessa licença, para a nossa atividade, que é de utilidade pública e sem fins lucrativos.

Não há nada no CC que eu já não pudesse fazer antes (Cultura e Mercado era e continua sendo copyleft). Os leitores mais antigos do site (antes de 2001, quando ainda chamava-se Canal Pensarte) devem lembrar que publicamos por um bom tempo as deliciosas ilustrações do Gomes de Souza (a de hoje é uma justa homenagem a ele). A diferença é que hoje consigo reconhecer, identificar e me relacionar com inúmeros artistas (amadores e profissionais) com a mesma generosidade do Gomes em redes e sites de trocas de conteúdo, como o Flickr, o mais utilizado por nós atualmente. E o Creative Commons tem relação direta com isso.

A apologia da livre circulação de conhecimento associada ao Creative Commons, no entanto, é algo que preocupa os autores e artistas que conseguem (sobre)viver de sua obra criativa. E com razão. A ideia de que o conhecimento não pertence a ninguém (e por isso não pode ser cobrado) carrega implicitamente uma ideia interessante, mas não necessariamente verdadeira, de que todos somos capazes de criar uma obra de arte. Isso faz do artista um cidadão comum, mas não faz do cidadão comum um artista.

A despeito de todas as maravilhas que o CC pode nos proporcionar num mundo de redes e telas, ainda me preocupa (essa é uma preocupação real e cotidiana pra mim, não só como editor de um site que se coloca no lugar dos artistas, mas também como alguém que vive exclusivamente de produção artístico-intelectual) o futuro dos criadores e das criações na grande geleia geral.
Sem garantias sociais de um ambiente propício à criação, o que está em risco é o futuro, as utopias, os sonhos e projeções por melhores dias. No fundo, o que nos guia e nos define como seres socias e “civilizados”. E o direito autoral ainda é uma dessas garantias. Enquanto não inventarem outra maneira de remunerar o trabalho do artista (eu ainda não consegui pensar em outra), continuo mantendo o pé nesse que é o direito cultural mais antigo, garantia constitucional e parte integrante da Declaração Universal dos Direitos Humanos, fundamental, não somente ao autor, mas à toda sociedade.

Há um outro elemento no contexto do direito autoral que torna a discussão mais sensível, sobretudo aos músicos e compositores. O sistema de arrecadação de direitos capitaneado pelo ECAD é considerado retrógrado e anti-democrático por quase todos (dos que são cobrados aos que deveriam receber os frutos da arrecadação), pois concentra poder e busca punir (frequentemente com abuso) em vez de educar e estimular o consumo cultural.

Ana de Hollanda agiu por impulso, de maneira precipitada, mas não necessariamente agiu errado. A condução do processo de alteração da lei do direito autoral foi dominado por um discurso de confronto com o artista, apontado como usurário. A tese de que o direito autoral contraria o interesse público para favorecer uns poucos privilegiados ganhou corpo nos movimentos sociais, sobretudo os de cultura digital.

O movimento da nova ministra é simbólico. Vamos zerar a conversa e colocar todos os interessados na mesa, sobretudo os autores e artistas que dependem dessa fonte de renda para sobreviver, rechaçados até então do debate. E também a indústria cultural, que é uma legítima interessada na discussão.

A Casa Civil acaba de devolver à Ministra Ana de Hollanda o projeto de lei preparado pela gestão anterior para alterar o direito autoral no Brasil. Fontes do governo relatam que o projeto foi encaminhado ao Palácio do Planalto sem considerar as contribuições da consulta pública, trabalho que ficará a cargo da nova Ministra.

Por aqui, torcemos por um diálogo amplo e democrático. E que as partes envolvidas se manifestem de maneira franca, aberta e generosa, pois a atualização da lei é necessária, sobretudo no campo da convergência digital, coisa que o PL ainda não abarcou com a profundidade necessária.

Leonardo Brant é editor da revista blog Cultura e Mercado